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Quem me dera
plantar
trigo e lírios
para todos.
Quem me dera
distribuir
alimento e poesias
a todas as pessoas.
Quem me dera
mudar
a realidade brutal
e impedir
a catástrofe
que pressinto.
Quem me dera
instaurar
a festa
da justiça,
onde não seria preciso
carnaval.
Quem me dera
plantar
igualdade
em terras férteis
onde o povo
se daria as mãos.
Quem me dera
redistribuir
tesouros
para comprar
saúde
e educação.
Porque
enquanto houver
alguém sofrendo
não haverá paz
para ninguém.
Enquanto
o direito não triunfar,
a bondade não sobreviver,
a liberdade não existir,
será escuridão.
Quero
o gesto iluminado,
o olhar profundo,
a sabedoria
da solidariedade.
Eu faço
a minha parte:
Adubo a terra
e planto lírios.
(Mirtes
Sfredo Wicteky)
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