Rosas


 

 

 

O dia se indo, 
me vêm lembranças
de amor saudosas.
Em lindos dias,
nós dois botões,
nascentes rosas.

A alegria
fazia-nos rir,
deliciosa.

Manhãs de sol,
tardes de outrora,
tão radiosas.

A poesia
a embalar
noites a fio,
tão harmoniosa.

O sentimento,
doce flor,
já temerosa.

A emoção, 
nova prá nós,
misteriosa.

Mãos procuravam
a tez macia, 
como a das pétalas, 
as mais sedosas.

Das tuas mãos, 
cheias de sonho,
brotavam rosas.

Nossas retinas,
eram estrelas
tão luminosas.

As inocências
se descobrindo,
maravilhadas,
duas nebulosas.

O teu perfume
se confundindo
com o das rosas

Tempo passou,
um rio levou
horas formosas.

Minha canção
é uma roseira
silenciosa.

Enquanto esqueces
recordações
de nosso amor
em outras rosas.

 

(Mirtes Sfredo Wicteky)

*****

 

 

 

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