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Alvas asas, longo vôo,
leve pássaro invento,
passeando sua beleza
no doce murmúrio do vento.
Uma curiosidade atávica
norteia seu olhar profundo,
a madrugada filtra luzes mágicas,
trazendo nova visão do mundo.
Do espaço vês o sol, o luar, as flores
oh, belo pássaro viajante,
natural como o dia, como a noite,
sempre em frente, altaneiro, vibrante!
Num céu de tule azul-claro
voa, meu pássaro bonito,
no tênue sopro da aragem,
sempre buscando o infinito!
Voa, minha alma, voa
e neste vôo procura
paz, liberdade, saber,
fé, serenidade, ventura!
(Mirtes Sfredo Wicteky)
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