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Diadorim,
minha neblina,
minha miragem
de delicadeza.
Visão
atormentada,
com seus olhos
de turquesa.
Sonho
impossível
de valentia,
de formosura,
de ternura,
de bravura.
Amizade
mesclada
de amor proibido.
Sensualidade
ondulante,
oculto gemido.
Gestos
de menino
no coração
feminino.
Veredas,
o diabo na rua
no meio
do redemoinho.
Sertão,
cerrados,
paixão e sangue
amor reprimido,
sufocado
em descaminho.
(Mirtes Sfredo Wicteky)
****
(a partir da leitura de “Grande Sertão-Veredas”,
de Guimarães Rosa.)

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