Cinzas e Diamantes
Vida, espaço de tempo tão breve,
sucessão de contrastes constantes...
Primeiro, a primavera,tão leve,
depois, os ventos de inverno, cortantes...
Ora os risos da alegria, que se atreve,
ora a dor apertando, asfixiante.
Por vezes, insaciável Messalina,
outras vezes, centelha divina...
Anjo bom a cantarolar melodias,
pássaro negro antecipando torturas...
Sopro de sonhos, infância, fantasias,
esplendor e decadência,fantasmas, agruras...
Amores, suspiros, sorrisos, ventanias,
deslumbre e estranheza, lucidez, tonturas.
Momentos de paz, fogueiras, tempestades,
acalantos, canções, auroras, claridades...
...E o marchar para a morte, inexorável,
e o provar do mel das frutas proibidas...
Tese e antítese, mistério indevassável,
caixa de Pandora, chegadas e partidas,
força de Hércules, deusa vulnerável.
Estado de graça, passagem dolorida,
de secas folhas e prados verdejantes,
abismos e planuras, cinzas e diamantes!
(Mirtes Sfredo Wicteky)
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